O morro dos ventos uivantes

Resultado de imagem para o morro dos ventos uivantes  Oi galera! Sei que andei meio sumida, mas não fazia idéia do quanto é corrido trabalhar e estudar! Socorro! Anyway, hoje finalmente completei uma parte do meu 2º desafio: Ler um livro que eu comecei a ler e nunca terminei. Meu escolhido foi o clássico: O morro dos ventos uivantes, escrito por Emily Bronte. 
  Tentei ler quando era mais nova, na época em que a obra era muito mencionada em outro queridinho por muitos (e odiado por outros): Crepúsculo. Mas infelizmente não passei das primeiras páginas. Desta vez, decidi que ia terminar custe o que custasse, mesmo que a linguagem fosse difícil. Afinal, estamos falando de um clássico que foi publicado em 1847. E hoje, ao finalizar, fiquei mega contente pois não só é uma história linda e trágica, mas porque me acostumei com as palavras difíceis e adquiri um vocabulário incrível. Mas vamos a história! 
  Tudo começa quando o Sr. Lockwood, locatário de uma casa que pertence a Heathcliff, o visita afim de conhecê-lo. Heathcliff é um homem amargo, frio, que vive em um lugar afastado chamado "O morro dos ventos uivantes", junto com Cathy (uma garota mal educada, que é tão arrogante quanto linda), Hareton (Um rapaz bonito, mas grosso e bronco), Joseph (Um senhor muito temente a Deus, mas que passa longe de ser uma boa pessoa), e Ellen Dean. Ellen é a antiga criada da casa de Lockwood, que agora vive ali. Devido ao mau tempo, o homem é obrigado a passar a noite nesse lugar misterioso, e acorda no meio da noite com Catherine pedindo a ele que a deixe entrar. Só tem um detalhe: Catherine está morta a 20 anos.
  Intrigado com o clima de poucos amigos presente naquela casa, ele resolve pedir a Ellen que conte para ele a história de como tudo chegou até ali. E é aí que viajamos fundo. Heathcliff era apaixonado por Catherine, e seu amor era correspondido. Porém, ele não teria condições de casar com ela, e mesmo quando ela se casa com outro, o amor permanece tão vívido como nunca antes. Anos depois de sumir, Heathcliff volta rico e bem apessoado, fazendo Cath se arrepender amargamente de sua decisão. A partir daí surge uma história de amor, ódio e muita vingança.

Seja qual for a matéria de que a nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais.
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  Catherine e Heathcliff são apaixonados um pelo outro, sim. Mas não pense por um minuto que são aqueles mocinhos de romance de época. Ambos são egoístas, mesquinhos e podem fazer de tudo para ter o que querem (principalmente Heathcliff). Uma coisa que me incomodou um pouco foram os nomes, rs. Todos os protagonistas da história colocam seus próprios nomes em seus filhos: A filha de Catherine chama Cathy, mas por vezes é chamada pelo nome completo e isso ficava me confundindo. E por aí vai, uma segunda geração inteira com nomes repetidos, rs.
  Outra coisa seriam as falas. Por vezes, o mesmo personagem continuava falando, mas sua fala era dividida em três parágrafos de fala, e no meio aparecia outra pessoa falando sem anunciar. Aí era preciso ficar voltando pra saber quem diabos estava falando na hora. Deu pra entender? Ficou confuso até pra mim! Hahaha
  Me acostumei mais fácil do que imaginei com a linguagem utilizada, e quando vi, nem estava mais prestando atenção nisso, lendo com fluídez. Consegui aproveitar bem os cenários recorrentes, e no final já imaginava direitinho como seriam. A escrita da Emily é encantadora! 
  Existem muitas versões desse clássico para o cinema, e eu ainda não assisti nenhuma! Mas pretendo assistir todas para me aprofundar ainda mais nessa obra. Recomendo muito para quem procura um romance de época diferente, real e doloroso. 

É capaz de amar e de odiar com igual dissimulação e de considerar impertinência a retribuição desse ódio ou desse amor.

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  Fun fact: J.K Rowling disse uma vez que baseou Severus Snape no personagem Heathcliff. Só consegui imaginar o Alan no personagem, apesar de achar meu Sev beeeeeeem menos ruim do que o Heath, definitivamente identifiquei algumas semelhanças. Enfim, foi um ponto chave pra eu me interessar em ler! Pode se que anime mais alguém também! Haha

The good place

  O que será que acontece quando a gente morre? Vocês acreditam que se forem bons, irão para o paraíso? Isso meio que ajuda a remediar nossas ações, pois ninguém gostaria de ir para um lugar ruim como o inferno. Não, eu não tô viajando! Esse é o tema da série original da Netflix: The good place.
  Criada por Michael Schur, o seriado é sobre a vida e morte de Eleanor Shellstrop. Ou melhor, sobre a morte dela. Após ser atropelada por carrinhos de supermercado (muitos carrinhos de supermercado), Eleanor vai para o lugar bom: O lugar onde todos tem casas que combinam com suas personalidades (a dela é com decoração modernista, pequena, cheia de quadrinhos de palhaços), existe uma loja de iogurte grátis para todos os moradores e uma alma gêmea que deverá passar o resto da eternidade ao seu lado. Ela fica encantada durante o tour, e também ao conhecer seus vizinhos: Chidi (professor, mega indeciso, ama filosofia), Tahani (Socialite cheia de manias, linda e egocêntrica) e Jackson (Um monge, que nunca fala). Eleanor foi para o lugar bom, segundo Michael, responsável pelo lugar, porque fez muito bem em vida, era a favor de causas, fazia trabalho voluntário... enfim, bondade em pessoa. 
Bem vindo! Está tudo bem.
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  Tudo vai bem na vida eterna, até que as portas da sua casa nova se fecham e ela entra em desespero! Eleanor nunca fez nadinha de bom na vida! A ficha dela provavelmente foi trocada pela de outra Eleanor Shellstrop, pois a vida descrita como dela não é nada inspiradora. Nunca levantou do sofá para fazer nada, seu emprego era literalmente enganar velhinhos para comprar remédios que não funcionavam. Mas agora ela terá que se tornar uma pessoa digna do lugar bom, senão pode ser banida para o lugar ruim. E agora, Brasil? Pra ajudar, Janet (Uma "faz tudo" muito simpática e que realmente pode fazer o que as pessoas do lugar bom quiserem), começa a "bugar", o que começa a atrair suspeitas para os recém chegados. 

The good place
Estréia: Setembro de 2016  - 3 Temporadas
Episódio Favorito: 01x13 - Michael's Gambit
Personagem favorito: Janet! Melhor personagem sem dúvidas!
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Quotes favoritos: 
O nascimento é uma maldição e a existência é uma prisão.

Quem precisa de alma gêmea?  Minha alma gêmea são os livros!

Harry Potter: Film Wizardry

Resultado de imagem para film wizardry  Oi galere! Tudo bom?
Quem me acompanha sabe que eu adoro livros diferentes! Ainda mais quando são de um assunto que amo tanto, como Harry Potter. 
  Esse é um dos livros mais legais que eu tenho, e já faz um tempo que queria resenhar pra vocês.  
  Pegar um livro e passar a história para as telas não é tarefa fácil. Ainda mais quando falamos de uma série de tanto sucesso como Harry Potter. Uma saga que, além de contar com muitos personagens diferentes, tem como principal tema a magia. Piorou se o ano é 2001! Sem a tecnologia avançada de hoje em dia, os diretores e produtores tiveram um trabalhão pra reproduzir todas as idéias magníficas de J.K Rowling. Essa obra contém diversas fotografias, entrevistas, depoimentos, sketchs, planos e muitas curiosidades sobre a produção e todo o processo de filmagem dos longas, desde a escolha de elenco até a construção de cenários, criaturas e efeitos. E além de tuuuuudo isso, tem o que me interessou desde quando eu chorei pedindo esse livro pra minha mãe: Uma carta de Hogwarts. Um mapa do maroto. Cartazes da Umbridge. Extrassssss! 

  Sério gente, pra quem é fã apaixonado, esse é um daqueles itens que você precisa ter! Conforme vai lendo, as coisas começam a aparecer coladas nas páginas... Um envelope com a carta, um convite do baile, identidade do ministério da magia! Várias coisinhas que nos fazem sentir mais próximos a saga tão amada. 
  Quanto as curiosidades, algumas eu realmente não sabia. Detalhes nos cenários ou figurinos que eu nunca percebi e definitivamente irei prestar mais atenção nas próximas vezes que assistir. Os depoimentos dos atores são bem legais, eu adorei um do Rupert Grint (Rony Weasley) em particular, em que o mesmo afirma ter desenhado uma caricatura do Alan Rickman (Severus Snape), e exagerou bastante quando fez o nariz. O ator viu, e quis pegar o desenho pra ele, quase matando o menino do coração (que na época tinha uns 10 anos).

Os óculos eram feitos para aumentar meus olhos e deixa-los gigantes. 
- Emma Thompson

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  Também não sabia que toda a comida utilizada no primeiro banquete de Hogwarts era real, e eles tinham que ficar trocando toda hora porque passavam horas e dias filmando, e acabava estragando tudo e o salão ficava com um cheiro horrível de comida estragada. Eventualmente, eles trocaram por alimentos de resina. De quem foi a idéia de fazer mil pratos de verdade? Do diretor, que queria tudo o mais real possível. Mas nos livros, os jantares não duravam dois dias! 
  Helena Bonham Carter interpreta Bellatrix Lestrange, uma das vilãs mais poderosas. Acreditam que ela deixou Matthew Lewis (Neville) surdo temporariamente após acidentalmente enfiar a varinha dela no ouvido dele, em uma cena do quinto filme? Sério, aconteceu. Hahaha

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Foi bem nessa cena. Pensem no desespero da atriz!
  Para conhecer melhor Daniel, Emma e Rupert, o diretor Alfonso pediu para os três atores escreverem um resumo sobre seus personagens. E ele achou incrível quando os mesmos fizeram exatamente o que seus personagens fariam: Dan escreveu algumas páginas, Emma escreveu vaaaaárias páginas bem detalhadas, e Rupert esqueceu de fazer. Quem diria, né? 
  Enfim, recomendo demais esse livro lindíssimo! Eu não sabia que 50% das coisas que tinham nos filmes realmente foram feitas a mão ou robotizadas, para dar um aspecto mais real. Achei incrível, e passei a admirar muito mais o trabalho dos produtores depois de ler. 

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Espero que tenham gostado! Vou trazer mais resenhas de livros diferentões em breve procês! 
#Desaparata

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Black Mirror

  Você com certeza já ouviu aquela frase: "NOSSA, isso é MUITO Black Mirror!", e ficou perdido sem saber do que se trata? Então não se aflija, meu bem! Venha descobrir que série maravilhosa é essa. 
  Original da netflix, Black Mirror é uma série bem diferentona. Todos os capítulos são individuais, ou seja, a série não segue uma ordem cronológica, e nem repete os atores. São como mini filmes. Cada um deles traz uma mensagem sobre a nossa sociedade. Por exemplo: Muitas pessoas hoje são obcecadas com likes e seguidores, né? Imagine um mundo onde você precisasse disso para viver. Um tipo de ranking que define se você é uma pessoa boa ou não. Tendo 5 estrelas, você pode pegar um avião ou comprar uma casa... Se tiver menos que isso, talvez tenha que se contentar em viajar de ônibus e morar em um apartamento menor. Nem queira pensar o que acontece se chegar a 0 estrelas. 

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  Cheio de sentido, é um seriado que explora as inovações tecnológicas de uma maneira incrível, e nos faz pensar que o que acontece ali não é tão diferente do que já acontece aqui, no mundo real. São pouquíssimos episódios por temporada, mas extremamente bem elaborados, desde o roteiro até o casting. Hayley Atwell, Daniel Kaluuya, Bryce Dallas Howard... Só gente maravilhosa! 

Black Mirror
Estréia: Dezembro de 2011 - 04 Temporadas
Episódio Favorito: 4x04 - Hang the DJ
Personagem Favorito: Nanette Cole (Ep. USS Calister)
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Quotes:

Eu não queria gostar de ninguém. Então você foi inconveniente pra cacete.

Nem tudo que não é verdade, é mentira. 

O último adeus

Imagem relacionada  Os livros da Darkside cada vez me surpreendem mais! No mês de Fevereiro, um dos desafios literários era ler uma obra indicada por um amigo. E minha tia incrível me indicou "O ultimo adeus", de Cynthia Hand, e eu simplesmente amei a experiência.
  Nossa protagonista é Alexis, uma garota que está passando por um período horrível de sua vida: Seu irmão mais novo se matou. Tyler, um jovem de 16 anos, com uma vida inteira pela frente e um comportamento de dar orgulho, resolveu que estava muito vazio e que não valia a pena seguir em frente. 
  Antes da tragédia, Lex tinha uma vida feliz. Amava matemática, sonho de em entrar para o MIT, é apaixonada por um garoto que também é super inteligente e a trata como uma princesa... Sua mãe ainda sofria com o abandono que sofreu de seu pai, mas fora isso, sua vida era perfeitamente normal. Até aquele dia. 
  Já é ruim o bastante ser a nerd da escola, coisa que nunca a incomodou. Mas experimente aparecer no colégio após algo assim. Cada vez que alguém dizia os clichês de "sinto muito", ou "ele era uma boa pessoa", tudo só piorava. Então, seguindo a indicação de seu terapeuta, começou a desabafar em um diário, que é exatamente o livro que temos em mãos. Alexis é uma pessoa incrível. De verdade, dá vontade de ser amiga dela logo nas primeiras páginas, quando ela cita o seriado Bones (que eu amo de paixão). Temos várias referências a séries, filmes e livros. Ela é uma protagonista com sensações e reações extremamente reais e apropriadas a idade e situações em que se encontra. 

Ty nunca quis matar nada. Nem um peixe, nem um veado, nem uma aranha que fosse. 
Ele era assim. Então, como ele conseguiu se matar?  

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  Em um dos raros dias em que Alexis tem coragem de ir até o quarto do irmão, ela encontra uma carta endereçada a uma garota, e entregar o envelope a destinatária se torna sua missão. Uma forma de honrar Tyler. Um tipo de conclusão. E a indecisão entre ler as palavras de Ty, ou fazer sua vontade e apenas entrega-la, irão acompanha-la durante todo o enredo. 
  A edição está incrível, capa dura como a maioria da editora. Mas ao invés das letras pretas como de costume, a cor é azul escura, lembrando uma caneta. E ao decorrer da leitura, há um rabisco em forma de círculo em algumas páginas, que representam a dificuldade de Lex em superar, o "buraco negro" que ela descreve, como se fosse uma tristeza sem fim, e ele vai diminuindo conforme ela desabafa e começa a lembrar de coisas boas que viveu com seu irmão. Por se tratar de um diário, por vezes temos frases riscadas ou páginas inteiras rabiscadas de caneta, o que achei muito interativo. Dá a impressão que ela simplesmente se cansou e descontou na folha.
  É importante dizer que de maneira alguma esse livro romantiza o suicídio. É mais uma forma de prevenção, de como prestar mais atenção as pequenas coisas e como pode ser evitado. Apesar disso, as descrições precisas das cenas e do método que ele usou, podem se tornar um gatilho dependendo da pessoa. A própria autora viveu uma história parecida, e saber disso me deixou ainda mais emocionada.
  Se for dizer tudo o que adorei nesse livro, essa resenha se tornará uma trilogia, rs. Mas sério, é uma narrativa incrível, super recomendado. E Darkside está de parabéns mais uma vez! 

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